
Fausto Nilo: novo disco inclui quatro parcerias inéditas com Dominguinhos
FOTO: KLEBER A. GONÇALVES
No início da década de 1970, um grupo de jovens artistas frequentava as rodas de violões, realizadas no Diretório Acadêmico do curso de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará (UFC) e no Bar do Anísio, ambos localizados no bairro Benfica, em Fortaleza. Faziam parte da turma músicos como Raimundo Fagner, Belchior, Rodger Rogério, Augusto Pontes, Téti, Amelinha, Ricardo Bezerra e Petrúcio Maia. Anos mais tarde, eles gravariam seus nomes de vez na história da música brasileira, como a geração que ficou conhecida como "Pessoal do Ceará". Entre os talentos desta cena, também estava o jovem Fausto Nilo, que apesar de demonstrar grande entusiasmo ao cantar nos encontros informais e ser uma espécie de líder (ou um irmão mais velho) nos encontros, não possuía grandes ambições de uma carreira musical.
"Desde cedo, ficou muito claro quem eram os cantores naquele grupo. Eu gostava, e gosto, muito de cantar, mas não me via como um grande talento nesta área", conta Fausto Nilo, em tom modesto. Os fãs discordam, claro. Sua voz de "taboca rachada" (como ele próprio define), o levou para o lado da composição. É celebrando os seus 70 anos (completados em abril), 42 deles dedicados à música, que o cearense lança o seu mais novo disco - e o primeiro de inéditas -, "Palavras abandonadas", hoje, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, espaço que ele leva a sua assinatura como arquiteto.
Os ingressos para o show de lançamento serão distribuídos gratuitamente. Os lugares estão sujeitos à lotação do espaço. Hoje, a partir das 14 horas, os interessados poderão fazer a retirada de até dois ingressos por pessoa, na bilheteria do teatro do centro cultural.