
Um consumidor residencial, por exemplo, que utiliza 105 KWh no mês, terá uma alíquota de 2,52%, o que irá gerar uma taxa de R$ 10,71 de CIP
FOTO: MIGUEL PORTELA
A tarifa de energia elétrica tem sido, ao longo deste ano, um dos maiores vilões da inflação no País, com altas ocasionadas tanto pelos reajustes e revisões tarifárias das concessionárias, como pela introdução do sistema de bandeiras tarifárias. Para o consumidor de Fortaleza, esta elevação também trouxe outro peso para o bolso, gerado pelo aumento da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que tem seu valor indexado ao da tarifa de energia elétrica. No último dia 22 de abril, a contribuição teve uma alta de 4,3%. Vale lembrar que a CIP já tinha tido um aumento de 50%, neste ano.
O dia 22 de abril foi quando a revisão tarifária da Coelce passou a vigorar (com índices provisórios), com um efeito médio ao consumidor de 11,69%, sendo de 22,74% para os consumidores de alta tensão (indústrias) e 7,15%, para aqueles de baixa tensão (residenciais).
"O governo federal que determina o aumento das tarifas de energia elétrica. A CIP é indexada ao valor do módulo de energia, é um percentual sobre o mesmo, de acordo com alíquota definida em dezembro de 2013. Portanto, se a tarifa de energia sobe, a CIP também sobe", explica o auditor da Secretaria de Finanças do Município (Sefin), Francisco José Gomes, que participou da elaboração do Código Tributário Municipal.