Jovem que mora em Maringá conta que foi presa por problemas com o visto.
Laise Marmentini foi até a China para realizar um intercâmbio e dar aulas.
A jovem Laise Marmentini, de 22 anos, que mora em Maringá, no norte do Paraná, foi deportada ao Brasil após ficar 11 dias presa na China. Ela foi à Ásia, no final de julho deste ano, para realizar um intercâmbio e foi presa por não ter o visto apropriado para trabalhar no país. Ela foi deportada em 15 de setembro e chegou ao Brasil no dia seguinte. Neste domingo (28), já recuperada do susto, ela contou para o G1 como tudo ocorreu. "Eu só rezava e chorava", lembrou.
Laise terminou o curso de Secretariado Executivo Trilíngue pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) no começo deste ano. Ela foi até a China pela Aiesec, empresa que organiza estágios para universitários em vários países. Em Pequim, ela dava aulas de inglês em uma escola e morava em uma casa alugada pela empresa de intercâmbios. “Em agosto, a imigração foi até o local e aplicou uma multa porque eu não tinha o visto adequado. A multa foi paga pelo dono da escola. Depois, eles retornaram no dia 4 e me disseram que estava detida por ser reincidente”, diz.
A estudante afirma que fez todos os procedimentos pedidos pelo escritório da Aiesec em Pequim e tirou o visto informado como o correto para realizar o estágio. “Jamais imaginei que poderia acontecer isso. Decidi fazer o intercâmbio por conhecer pessoas que já tinham feito pela Aiesec, e que não enfrentaram nenhum problema”, comenta.
Desde a primeira visita da imigração, Laise explica que informou a Aiesec sobre o problema, porém, a empresa dizia que ela não precisava se preocupar. “Eles garantiram que eu poderia continuar o estágio, que não teria nenhum problema. Se ali já me avisassem do risco, eu teria parado e até voltado para o Brasil, evitando todo esse transtorno”, afirma Laise.


