
O Decon enviou às empresas de telefonia exigindo detalhes da implantação do 4G
FOTO: KELLY FREITAS
Mesmo com a rápida expansão protagonizada pelo 4G no País e com projeções otimistas para a eficiência da rede por parte de especialistas na área de telecomunicações, as expectativas das entidades e órgãos de defesa do consumidor para a qualidade dessa tecnologia não são nada boas. As reclamações relativas ao serviço ainda não são muito expressivas, mas o histórico de atuação falha das operadoras com telefonia e 3G deixam mais atentos e exigentes os usuários e os fiscalizadores do produto.
Sem acreditar no cumprimento do prazo de expansão do 4G estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - que prevê a cobertura de todas as cidades com mais de 30 mil habitantes até dezembro de 2017 -, o advogado e professor da área de Direitos do Consumidor da Universidade de Fortaleza (Unifor) Hércules do Amaral questiona os valores cobrados pelas operadoras. "A tarifação dos serviços continua sendo desproporcional à sua essencialidade", atesta.
A conexão com a internet, lembra Amaral, viabiliza relações de trabalho, pesquisa e desenvolvimento, daí a importância que se tenha um serviço de qualidade dessa rede no País, seja ela móvel ou não. "Ficamos sempre atrás dos outros países em relação a esse serviço. Tem apelo de venda, o consumidor quer esse produto, mas não estou muito convicto de que o 4G se consolide", pondera.
Abrangência
Os valores dos pacotes oferecidos pelas operadoras também são apontados, pela diretora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, como pontos que merecem atenção no momento em que for fechado um contrato para o uso de 4G. "Antes de contratar e pagar tem que avaliar a abrangência, ver se o sinal tá chegando. O 4G tem mais velocidade, mas não é em toda região que consegue acessar", orienta.