sexta-feira, 7 de setembro de 2012

TURISTAS PIAUIENSES SOFREM ACIDENTES DE BUGRE NA ILHA DO AMOR EM CAMOCIM-CE.


Um acidente com um bugre envolvendo cinco pessoas, ocorrido por volta das 15h00 desta sexta-feira (07) nas dunas da Ilha do amor (Camocim) por pouco não teve um desfecho trágico.
Quatro turistas da cidade de Teresina-PI haviam contratado um passeio de bugre pela região turística de Tatajuba (Camocim) e quando retornavam para a cidade se envolveram em um acidente de trânsito num local que fica a cerca de 2 Km da Ilha do Amor.fonte:camocim policia 24 hs/camocim belo mar blog

EX-PANICAT FALTA A PROGRAMA AO VIVO APÓS SE RECUSAR A DIVIDIR VAN.

 

A ex-panicat Aryane Steinkopf faltou ao programa "Muito+" (Band) nesta sexta-feira.

Débora Nascimento aparece só de biquíni branco na capa de revista
Kristen Stewart volta elegante ao tapete vermelho após escândalo
Rihanna beijou Chris Brown na boca após premiação no VMA
De acordo com os apresentadores, ela se recusou a dividir com outros convidados a van da produção para chegar à emissora.
Ela dividiria o veículo com o jornalista Odair del Pozzo e com a humorista Melissa.
Eles contaram no programa que, após um atraso de 30 minutos, ela chegou a entrar na van, onde ficou por cerca de cinco minutos.
Após esse período, o empresário e namorado dela, Wellington Junior, teria pedido para voltar para casa para pegar seu carro.
Como os demais convidados disseram que já estavam atrasados, ele ligou para a Band exigindo um táxi para a moça.
O casal deixou a van no meio do caminho e pegou um táxi.

Aryane Steinkopf

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Caio Mello/Divulgação
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Ex-panicat Aryane Steinkopf posa para marca de lingerie
No Twitter, Aryane se defendeu e contou outra versão da história e acusou o programa de falta de organização.
"Não preciso me rebaixar para ninguém", escreveu. "A van chega superatrasada na minha casa, chego lá [e] fazem chacota com meu nome e querem que eu fique quieta e vá no programa! Ah, tá!"
"Chega desse assunto, muitos de vocês não sabem de nada, só sabem ficar julgando as pessoas!", irritou-se após a reação de alguns internautas.fonte:uol/camocim belo mar blog

O DESAFIO É VALORIZAR E MOTIVAR OS PROFESSORES.


Oitenta anos atrás, o Manifesto dos pioneiros da educação nova, que lançou as bases para uma escola pública de qualidade no Brasil, foi publicado. O documento, que até hoje serve de referência para a busca por melhorias no ensino, é simples ao mencionar o professor: “De todas as funções públicas, a mais importante”. De 1932 par cá, entretanto, a carreira vem se tornando cada vez menos atrativa. Salários pouco expressivos, formação inadequada para encarar a sala de aula e falta de condições de trabalho formam o problema que o governo, nas três instâncias, precisa enfrentar.
Não há dúvidas de que qualquer iniciativa que desconsidere a valorização do professor será incapaz de mudar o atual quadro da educação”, afirma Romualdo Portela, professor de política educacional na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com ele, o primeiro objetivo é garantir uma boa formação. “Vivemos um ciclo perverso, em que o aluno de baixo rendimento no ensino médio, formado geralmente pelo ensino privado de baixa qualidade, é o que vai para a sala de aula ser professor, perpetuando o ciclo“, afirma.
A formação defasada do professor brasileiro pode ser atestada por números. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC), revelam que um em cada quatro docentes não tem a formação de nível superior. Apesar das iniciativas do governo federal, que oferece cursos de graduação e de aperfeiçoamento de professores, o número de matriculados ainda é baixo: cerca de 175 mil – aproximadamente 30% da quantidade de docentes sem o terceiro grau. Além disso, o índice de desistência é alto, aponta Heleno Araújo, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que atua em Pernambuco.
A média é de 32% de desistências em Pernambuco nos cursos da Plataforma Paulo Freire, para professores que não têm o nível superior. Entre as principais causas, está o fato de as aulas presenciais, quinzenalmente, serem em polos distantes de algumas cidades. Muitas vezes, o professor não tem nem dinheiro para o transporte. Outra coisa é o tempo. Como eles não são liberados de suas escolas, alguns não conseguem conciliar“, diz Araújo. O MEC não soube informar o índice de abandono dos cursos ofertados aos professores.
Exercício de fé
Apesar das dificuldades, há professores brasileiros com fé na profissão. Uma pesquisa realizada em 2010 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelou que 50% afirmaram que fariam a mesma escolha se pudessem voltar no tempo. A professora do ensino infantil Juciane Melo Cipriano, 44 anos, está nessa parcela. A realidade, muitas vezes desestimulante, não tirou o idealismo dos olhos dela. Ao falar dos desafios da profissão, que ela exerce há 25 anos, a voz embarga e os olhos enchem de lágrima. “Eu sou apaixonada pelo que faço, principalmente, porque consigo ver o resultado na vida da criança. O professor enfrenta obstáculos, mas com paixão a gente não desiste. Se você não acredita, melhor escolher outra profissão“, afirma.
A receita de sucesso para fazer a diferença em sala de aula segue três passos simples: escutar, conhecer e conquistar o aluno. Apesar do otimismo, Juciane reconhece que o ensino no país ainda precisa avançar muito. Entre as críticas, a recém-eleita diretora da Escola Classe 111 Sul aponta problemas na infraestrutura dos colégios e na remuneração dos docentes. “Falta valorização da carreira. O professor não é visto da mesma forma que os outros profissionais com ensino superior. O próprio docente nem sempre se valoriza.”
“De todas as funções públicas, a mais importante”
Referência ao papel do professor, segundo o Manifesto dos pioneiros da educação nova, lançado em 1932
Vivemos um ciclo perverso, em que o aluno de baixo rendimento no ensino médio, formado geralmente pelo ensino privado de baixa qualidade, é o que vai para a sala de aula ser professor, perpetuando o ciclo
Romualdo Portela, professor de política educacional
Duas perguntas para Cesar Callegari, secretário de Educação Básica do MEC
O que pode ser feito para melhorar a formação do professor no Brasil?
É verdade que muitos dos que dão aulas nas diferentes áreas do conhecimento, como matemática, português e biologia, não têm formação adequada, não estão licenciados para isso. É um grande desafio, que precisa ser enfrentado. Já passaram 300 mil professores nos últimos cinco anos pelos programas Pró-Letramento e o Gestar, do MEC. Os grandes investimentos que serão feitos, de agora em diante, serão voltados à valorização do professor, pois precisamos atrair para o magistério os melhores entre os melhores, para termos uma educação de qualidade no Brasil.
E a questão salarial?
O estabelecimento do piso nacional é mais uma medida que tende a tornar a carreira do magistério atraente. Somos favoráveis, não apenas pela questão salarial, mas porque trata de um plano de carreira para os profissionais. Sabemos da dificuldade de estados e municípios e suplementamos, quando necessário, os recursos para a educação dos entes por meio do Fundeb. Acredito que estamos construindo uma série de motivações para parcelas significativas da juventude passarem a considerar a carreira de professor como uma opção real de vida e de trabalho. Hoje, a opção pelo magistério é secundária.
A polêmica que envolve o piso
Para promover a valorização do profissional, foi instituído, em 2008, o piso nacional da educação, hoje calculado em R$ 1.451. Mas sindicatos e governos vivem em pé de guerra por conta dos reajustes, indexados à atualização anual do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – de 22% em 2012. Com isso, estados e municípios se dizem sem condições de pagar. Já existe, inclusive, um projeto de lei no Congresso Nacional para mudar a forma de reajuste do piso, passando a ser alterado pelos índices da inflação.
É preciso modificar, de fato, esse cálculo, caso contrário, ficará mesmo inviável as prefeituras e os estados pagarem. Mas, enquanto isso não ocorre, as categorias vão reivindicar seu direito, é legítimo”, afirma Carlos Eduardo Sanches, ex-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e integrante do Conselho Estadual de Educação do Paraná. Para Heleno Araújo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o piso é fundamental para promover a valorização do docente. “É claro que há outras demandas, mas salário é importante para qualquer carreira.” Ele cita pelo menos dois estados que não estão pagando o piso: Rio Grande do Sul e parte de Minas Gerais. (RM e PF).fonte:site barra/camocim belo mar blog

DIA 07 DE SETEMBRO-INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.


A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.
Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
O processo de independência
Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
Bandeira do Brasil Império. Primeira bandeira brasileira após a Independência.
Pós Independência
Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.
Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.
nos do blog:também desejamos a todos um feliz 7 de setembro,que sejas tudo em paz neste dia
de patría amada brasil.
Fonte: Glauber Almeida/camocim belo mar blog

SÃO 500 RAZÕES PARA VENCER.

Contra o Guarani, hoje, Ceará completa 500 jogos pela Série B do Brasileiro
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De campanhas ruins, como em 1996 (abaixo), ao acesso, em 2009 (acima). São 500 jogos e um retrospecto equilibrado

 
Quinhentos jogos pela Série B. Essa é a marca que o Ceará alcança hoje, contra o Guarani, no PV, às 19h30min, pela 23ª rodada. A trajetória contabilizada desde 1981, na então Taça de Prata, contou com celebrações, como o acesso em 2009, e também com agonia, a exemplo de 1996, quando a queda para a terceira divisão do Brasileiro só foi evitada no último minuto de jogo.

Nas 499 partidas na Segundona, divididas ao longo de 25 participações, o time de Porangabuçu acumulou 175 vitórias, 162 empates e 162 derrotas. Se à beira do gramado técnicos foram adorados ou xingados pelos resultados, em campo ídolos Sérgio Alves e Mota se firmaram como dois maiores artilheiros do Vovô na competição, com 41 e 38 gols, respectivamente. Esse último com possibilidade de tornar o número ainda maior, já que ainda segue firme no ataque.

Trajetória

Comandado pelo técnico Caiçara, o Ceará viveu uma desclassificação traumática na Taça de Prata de 1981. Teve um pênalti a seu favor, cobrado e perdido pelo atacante Ivanir, sacramentando a eliminação contra o tímido Tiradentes. Àquela década, o Ceará ainda esteve na Segundona em 1983, 1984 e 1988, onde permaneceria até 1992.

Em 1992, o percurso do Ceará foi interrompido antes da terceira fase da Divisão Classificatória na derrota para o Santa Cruz por 1 a 0, no Arruda. No entanto, o Alvinegro conseguiu vaga na primeira divisão juntamente com outras 11 equipes, inclusive o Fortaleza.

Não tardou para o retorno. Em 94, o Vovô já estava na Série B novamente. Daí em diante, foram 16 edições na tentativa de retornar à elite do futebol nacional. O momento aguardado veio em 2009. Além do elenco, o treinador PC Gusmão e o presidente Evandro Leitão foram festejados. E esse ainda é o espelho dos alvinegros para que, em 2013, a Série B seja só passado. 

SÉRIE B

CEARÁ
TÉCNICO: PC GUSMÃOCEA: 3-5-2
FERNANDO HENRIQUE, PAULO, SÉRGIO, LUIZÃO, THIEGO
MÁRCIO, CARECA, DANIEL MARQUES, JUCA, EUSÉBIO, JOÃO
MARCOS, ROBERT, MOTA

GUARANI
TÉCNICO: VADÃO GUA: 4-4-2
ÉMERSON, RODRIGO ARROZ, FÁBIO BAHIA, ALEX BARROS
OZIEL, FERNANDO, JACKSON, ADEMIR SOPA, RAFAEL OLIVEIRA
SCHWENCK, RAFAEL COSTA

Local: estádio PV
Horário: 19h30min

Árbitro: Suelson Diógenes de França (RN)
Assistentes: Flávio Gomes (RN) e Valdomir Antônio Araújo (RN)
Transmissão: Pay-per-view e Rádio O POVO/CBN

Ingressos: R$ 40 (arquibancada) e R$ 60 (cadeira)

O Ceará tem 32 pontos na Série B. O Guarani está com 31. O jogo de hoje é válido pela 23ª rodada da Segundona, às 19h30min, no PV

10
Romário continuará desfalcando o Ceará por pelo menos 10 dias, declarou ontem o médico do clube, Joaquim Garcia
À beira de 500

Ceará na Série B
Jogos: 499
Vitórias: 175
Empates: 162
Derrotas: 162
Gols pró: 636
Gols contra: 586

Artilheiros:
Sérgio Alves: 41 gols
Mota: 38 gols (até agora)

Fonte: Emanoel Cardoso/camocim belo mar blog

MOTO FURTADA EM CAMOCIM-CE


Uma moto Honda Titan 125 de cor vermelha ano 2003 e placa HXD 1236 de propriedade do Sr. Raimundo Antonio Ribeiro da Silva foi furtada na madrugada de quinta/sexta-feira (06/07) na localidade de Flamenga dos Ferreiras.
O homem repassou para a polícia que deixou sua moto por volta das 22h00 em frente sua residência e quando amanheceu o dia que foi pegá-la, não mais a encontrou.

Ele falou ainda que não tem nenhum suspeito. O caso foi registrado na Delegacia Regional de Polícia Civil de Camocim.

fonte:CAMOCIM POLÍCIA 24h/camocim belo mar blog
Foto ilustrativa

A PRIMEIRA TRANSMISSÃO DE RÁDIO NO BRASIL COMPLETA 90 ANOS DE EXISTÊNCIA.

Rio de Janeiro - Há 90 anos, o dia 7 de setembro de 1922 marcou a primeira transmissão de rádio no país que ocorreu simultaneamente à exposição internacional em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, inaugurada pelo presidente Epitácio Pessoa.

A primeira transmissão radiofônica será revivida hoje em um programa especial das rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)Rádio Nacional e Rádio MEC - e da TV Brasil. Transmitido a partir do Parque do Flamengo, na zona sul do Rio, o programa de 52 minutos, começará às 12h30, vai recontar o momento histórico, com direito a números musicais e a dramatização dos principais personagens do evento. Caberá ao veterano radioator Gerdal dos Santos, integrante da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, interpretar, devidamente caracterizado, o presidente Epitácio Pessoa.
O então discurso do presidente, em meio ao clima festivo do evento, abriu a programação da exposição, tornada possível por meio de um transmissor de 500 watts, fornecido pela empresa norte-americana Westinghouse e instalado no alto do Corcovado. Apenas 80 receptores espalhados na capital e nas cidades fluminenses de Niterói e Petrópolis acompanharam a transmissão experimental, que teve ainda música clássica - incluindo a ópera O Guarani, de Carlos Gomes - durante toda a abertura da exposição.
À frente da iniciativa estava o cientista e educador, Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira. “Segundo o depoimento do próprio Roquette, praticamente ninguém ouviu nada da transmissão, porque o barulho da exposição era muito grande”, conta o historiador, Milton Teixeira. “Os alto-falantes eram relativamente fracos, mas mesmo assim causou uma certa sensação a transmissão do discurso do presidente Epitácio Pessoa e das primeiras músicas”, diz.
A transmissão ocorreu no momento em que as autoridades da época investiram em obras e recursos financeiros para a exposição comemorativa ao centenário da independência, montada no centro do Rio antes ocupada pelo Morro do Castelo. No mesmo período, a insatisfação dos militares e da nascente classe média com as oligarquias que dominavam a chamada República Velha resultou na revolta dos tenentes que serviam no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 5 de julho. Meses antes, em 25 de março, era fundado o Partido Comunista Brasileiro, em Niterói. Em São Paulo, um evento realizado no mês de fevereiro influenciaria de forma definitiva o contexto cultural do país: a Semana de Arte Moderna.
De acordo com Milton Teixeira, a elite de cafeicultores que comandava o país soube tirar proveito político do centenário. “Era uma democracia só de fachada e direitos sociais eram coisa que ninguém imaginava ainda existir. O país estava numa crise danada, mas precisava afirmar a nacionalidade”, conta.
Especialista na história da cidade do Rio, ele lembra que para fazer a exposição foi destruído naquele mesmo ano um marco do passado carioca, o Morro do Castelo, primeiro núcleo urbano. “Ao mesmo tempo era criado nesse ano o Museu Histórico Nacional (MHN), primeira instituição dedicada à preservação do patrimônio histórico do país e cuja direção foi entregue ao historiador Gustavo Barroso.”
Alguns dos pavilhões de países, estados e instituições erguidos na esplanada do Castelo eram de construção sólida, mas outros, de madeira e gesso, foram feitos para durar apenas o tempo da exposição. Apenas três sobrevivem até os dias de hoje: o da França (atual sede da Academia Brasileira de Letras - ABL), o do Distrito Federal (atual Museu da Imagem do Som) e o da Estatística, ocupado pelo Centro Cultural do Ministério da Saúde. “O Pavilhão da Inglaterra foi demolido nos anos 70, depois de abrigar por décadas o Museu da Caça e Pesca, o mesmo acontecendo com o que sediou por décadas o Ministério da Agricultura”, conta Teixeira.
Apesar da transmissão durante a celebração do centenário da Independência, o início efetivo e regular das transmissões do rádio ocorreu somente no ano seguinte, mais uma vez graças ao esforço de Roquette Pinto. Ele tentou em vão convencer o governo a comprar os equipamentos da Westinghouse, que permitiram a transmissão experimental. A aquisição foi feita pela Academia Brasileira de Ciências, e assim entrou no ar, em 20 de abril de 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
A emissora pioneira é a atual Rádio MEC, que foi doada pelo próprio Roquette Pinto ao Ministério da Educação em 1936. Nesse ano, também foi fundada, a princípio como emissora privada, a Rádio Nacional, que seria incorporada ao patrimônio da União na década de 40.
Para Sonia Virginia Moreira, professora de comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e autora de livros sobre a história do rádio, a década de 20 foi o chamado período experimental do veículo. “Era experimental em termos de programação, sobre o que se podia fazer no rádio, mas muito interessante em termos de organização do meio. Como não havia nenhuma história, nenhuma memória do meio, o que se fez num primeiro momento foi organizar as pessoas ou as pessoas se organizarem”, destaca.
“O resultado foi a constituição de grupos e associações que se reuniam em torno do rádio”, acrescentou. Esses grupos e associações eram formados por pessoas que emprestavam discos para as emissoras. “As rádios ficavam poucas horas no ar, porque os transmissores não tinham capacidade de transmitir durante muito tempo”, conta a professora.
Nessa fase, o rádio não era nem público e nem comercial, mas sim um meio comunitário. “As emissoras se organizavam para suas transmissões experimentais em torno dos chamados rádio-clubes”, ressalta Sonia Virginia. “Por isto, até hoje muitas emissoras criadas nessa época, em todo o país, têm a denominação de Rádio Clube, porque se constituíam, na verdade, em clubes de ouvintes,”explica.
A era do rádio comercial surge a partir de 1932, quando o presidente Getúlio Vargas, através do Decreto 21.111, autorizou as emissoras a ter até 10% de sua programação sob a forma de publicidade. “Até então, o rádio era sustentado apenas por contribuições de seus próprios ouvintes, que eram os mesmos que ajudavam a fazer a programação.”
Com a permissão da publicidade, se plantou a raiz do modelo de rádio que a partir da década de 40 se consolidou no país, o do veículo comercial, conforme a professora. “Naquele momento, marcado pela Segunda Guerra Mundial, os americanos passaram a influenciar não só a programação como o próprio modelo de rádio feito no Brasil, eminentemente comercial, a exemplo do que se fazia nos Estados Unidos”, diz a coautora, junto com Luiz Carlos Saroldi, do livro Rádio Nacional: o Brasil em Sintonia e organizadora da História do Radiojornalismo no Brasil.
Passados 90 anos, a internet permite, de certa forma, um retorno às origens do rádio. “Montar uma web rádio hoje é muito fácil, com a vantagem de que você não precisa se organizar em clubes ou associações. Cada um pode ter sua própria rádio”, avalia a professora.
fonte:agencia brasil/camocim belo mar blog

DECISÃO DA ANATEL TERÁ EFEITO LIMITADO NO CEARÁ.

Encontrar "orelhões" funcionando é difícil no Interior, portanto, a gratuidade do serviço poderá ser ineficaz


Em Iguatu, há pouco uso dos "orelhões", situação igual a outras cidades FOTO: HONÓRIO BARBOSA
Iguatu Os telefones públicos, popularmente conhecidos por "orelhões", foram reduzidos nas cidades do Interior. Pelo menos, essa é a sensação que os moradores têm. Permaneceram em algumas praças e ruas movimentadas, próximos a instituições públicas. Em um ritmo mais acentuado, caiu o uso desses aparelhos por parte da população, que prefere o telefone celular, que se generalizou nos últimos anos.

Em decorrência da irregularidade de ofertas dos telefones públicos, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nesta semana, puniu a empresa de telefonia Oi. A medida punitiva prevê ligações gratuitas locais de orelhões para telefones fixos até o fim deste ano. Em todo o Brasil, serão atingidos pela medida 2.020 Municípios. No Ceará, são 178 cidades.

Na região Centro-Sul do Ceará, Iguatu, Icó, Quixelô, Acopiara, Cedro, entre outros Municípios, foram incluídos nessa relação. Mas, como os moradores podem ser beneficiados se há dificuldades em encontrar os telefones públicos? Por outro lado, houve redução de telefones fixos residenciais. Dessa forma, a medida punitiva da Anatel terá efeito limitado.

O jornaleiro Aldemir Balbino, conhecido por "Lourinho da Banca", disse que praticamente ninguém usa os dois orelhões instalados na Praça da Matriz, um das principais áreas públicas de lazer da cidade de Iguatu. "É muito raro uma pessoa usar", contou. "Até os cartões telefônicos a gente não consegue localizar para comprar para revenda".

A reportagem indagou dez pessoas que trabalham no Centro de Iguatu em proximidades de telefones públicos, e todos afirmaram que raramente observam um usuário. "Passa mais de dia sem uma pessoa usar esse aparelho", disse o servidor público estadual Francisco Ferreira Lima. "As pessoas danificam e o aparelho sempre está quebrado", denuncia.

O lavador de carros Alberto dos Santos apresenta observação semelhante. "Dificilmente eu vejo uma pessoa usar esse telefone. Serve para chamar um pessoal de uma casa aqui próxima que sempre recebe ligação de parentes", disse.

A aposentada Francisca Cazé de Souza costuma fazer ligações de orelhões. "Acho melhor que celular, mas quase sempre esse aparelho está quebrado", lamentou. O aparelho ao qual ela se refere fica em frente à Delegacia da Mulher. Mesmo assim, é danificado com regularidade.

Os bibliotecários Genivaldo Barbosa e Soraia Magalhães, que trabalham na Biblioteca Pública Matos Peixoto, em Iguatu, são outros que confirmam que nunca viram ninguém usar o orelhão instalado na calçada da unidade. "Eu trabalho aqui há cinco anos, mas poucas vezes vi alguém telefonando desse aparelho", contou.

Em desuso
Na cidade de Quixelô, a comerciária Cláudia Ribeiro também esclarece que o uso de telefones públicos não é mais acentuado. "Hoje, todo morador tem um celular. Antes, as pessoas reclamavam muito quando o aparelho estava quebrado, mas agora poucos se queixam porque quase ninguém usa mais".

O comerciante José Ribeiro, de Icó, acha que a decisão da Anatel vai trazer poucos benefícios. "Os telefones fixos ainda existem nas lojas porque os de casa foram trocados por celulares", observou. "Por dia, umas duas pessoas e não mais do que isso usam o orelhão".

De acordo com resolução da Anatel, desde o ano passado, devem existir quatro telefones públicos para cada grupo de mil habitantes, por Município. O telefone deverá funcionar mesmo sem o uso de cartão. Caso os usuários coloquem o cartão telefônico em um aparelho incluído na medida, não deverá gastar os créditos. Por determinação da Anatel, a empresa Oi terá que manter em seu site uma lista atualizada das cidades onde orelhões ofertarão ligações gratuitas para a população local.

A Assessoria de Imprensa da Oi afirma que não houve redução do número de telefones públicos, mas aumento. De acordo com a empresa, nos últimos 13 anos, a quantidade de orelhões em serviço no Ceará quase que dobrou: passou de aproximadamente 28 mil aparelhos, em 1999, para cerca de 40 mil neste ano. A Oi informou que, nos oito primeiros meses de 2012, foram danificados, por atos de vandalismo, em média, 9% dos 40 mil orelhões instalados no Ceará. Em igual período, a companhia realizou a substituição de cerca de 250 aparelhos (campânulas) por mês.

Ainda de acordo com a Oi, a empresa recebe solicitações de reparo de consumidores e entidades públicas por meio do canal de atendimento pelo número 103 31. As informações recebidas sobre orelhões danificados contribuem para que a empresa repare os danos provocados pelo vandalismo.

Nas cidades de Jucás e Cariús, o pouco uso de telefones públicos permanece semelhante a outros centros urbanos. "Antes, as pessoas usavam muito, para ligar para parentes que moram em outros Estados", observou o comerciante Almir Lopes. "Nos fins de semana, a utilização era mais frequente para ligar ou receber chamada, mas agora com a generalização dos celulares, os orelhões têm pouca utilidade". Lopes disse que, ontem pela manhã, tentou fazer uma ligação local, gratuita, mas teve êxito. Ele reclamou também do elevado índice de aparelhos quebrados, sem possibilidade de uso.

O Diário do Nordeste, anteontem e ontem, trouxe reportagens sobre a medida adotada pela Anatel contra a empresa Oi e a repercussão que obriga a empresa a liberar os telefones públicos para ligações gratuitas locais para fixo.

Em 1999, apenas 1.397 localidades do Ceará possuíam telefones públicos. Mas, somente em 2003, as empresas de telefonia foram obrigadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a atender todos os pequenos distritos com 200 ou 300 habitantes.
Mais informações:
Empresa de Telefonia Oi
Telefone: (85) 3131 9066
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
Site: www.anatel.gov.br
fonte:DN Online/camocim belo mar blog