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terça-feira, 28 de outubro de 2014

ELEITO PROVEDOR DA SANTA CASA NO RIO DE JANEIRO,HORTA PROMETE 650 LEITOS ATÉ JANEIRO DE 2015.

Segundo o ex-presidente do Fluminense, medida é prioridade, assim como chegar à 'corrupção zero'

FRANCISCO EDSON ALVES/cbm
Rio - Em um pleito histórico — em 70 anos, foi a primeira vez que três pessoas disputaram o posto de provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio —, o ex-presidente do Fluminense e juiz aposentado, Francisco Horta, de 80 anos, foi eleito ontem para o cargo. Ele obteve 83 votos, contra dois do engenheiro Marcelo Suzini e um do advogado e procurador aposentado, Jorge Vacite.
Em seu discurso após ser eleito, Horta, prometeu a abertura de 650 leitos até janeiro de 2015. Desse total, 150 serão entregues pelo governo do estado, até dezembro, e 500 pela própria casa, até janeiro. Ele prometeu ainda colocar salários dos funcionários em dia e empenho no combate à corrupção.
Juiz aposentado, Francisco Horta recebeu 82 votos para ser provedor da Santa Casa
Foto:  Reprodução Internet
"Cento e cinquenta leitos, que serão bancados pelo governo do estado, vão ser liberados até o final de dezembro. Outros 550 começarão a operar em janeiro. A abertura desses leitos é uma prioridade nossa. Assim como chegar ao nível de corrupção zero. Só peço a Deus que me abençoe", declarou o novo provedor da instituição. 

Também em seu discurso, Horta garantiu que a instituição sanará as dívidas trabalhistas dos funcionários da casa, que já chegam a R$ 10 milhões: "Há casos de salários atrasados há oito meses. Temos uma saída para fazer isso. Temos muitos bens para permurtar com empresas. E a Santa Casa pode ficar com 24% do que for contratado, como lojas e vagas para garagens", avaliou. 
Críticas à decisão da Justiça do Trabalho
Participaram da votação, desembargadores, médicos e militares de alta patente. Também concorreram ao cargo o engenheiro Marcelo Suzini, que recebeu dois votos, e o advogado Jorge Vacite Filho, que recebeu um.  Horta fez duras críticas ao juiz do trabalho, Edson Dias de Souza, que nomeou ontem um novo interventor para a Santa Casa: "Esse juiz não lê jornais. É um desinformado. Essa intervenção nos humilha. É desnecessária e inconveniente", disse. 

Justiça do Trabalho nomeia interventor na Santa Casa
A Justiça do Trabalho informou que há uma decisão a respeito do caso, mas afirmou que não irá divulgá-la antes que seja publicada no Diário Oficial. A decisão é da juíza do Trabalho Luciana dos Anjos Reis Ribeiro, que ocupa interinamente a titularidade da 62ª Vara do Trabalho.
A advogada da entidade explicou que a suspensão é apenas para a realização da eleição e que intervenção foi determinada por 30 dias, prorrogáveis por até 180 dias. "Entramos com o pedido na Justiça do Trabalho ontem, informando que a eleição já tinha sido convocada e pedindo para suspender os efeitos da decisão", disse ela, que teve a solicitação atendida na noite dessa segunda-feira.
"O que falta para a gente mesmo é liquidez", resumiu. Em 2013, a Justiça afastou da Santa Casa o ex-provedor Dahas Zarur, que foi acusado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro de irregularidades e fraudes fiscais nas vendas de jazigos e imóveis de propriedade da instituição entre julho de 2004 e agosto de 2013.
Para que Horta tome posse, o setor jurídico da Santa Casa entrará com mandado de segurança hoje junto à 62ª Vara do Trabalho, que, na segunda-feira, havia nomeado o desembargador aposentado Damir Vcribradic como interventor da instituição. Damir substituiria o provedor interino Luiz Fernando Mendes de Almeida. que estava no lugar de Dahas Zarur, 87, afastado há oito meses pela Justiça. 
Nesta terça-feira, Damir entregou carta de renúncia à 62ª Vara do Trabalho. “Essa eleição desqualificou a intervenção”, justificou. Dos 147 integrantes da irmandade que tinham direito a voto, cerca de 30 compareceram à Santa Casa. Entre eles, desembargadores, médicos, militares e ex-ministros como Marcílio Marques Moreira e Bernardo Cabral. Desafetos de Horta alegam que ele era ligado ao grupo de Zarur, que, com mais 23 pessoas, respondem judicialmente por fraude e venda ilegais de imóveis da entidade e sepulturas em 13 cemitérios da instituição. Horta negou tudo.
A receita para levantar recursos
Para sanar as dívidas trabalhistas, que já alcançam R$ 10 milhões — só a folha mensal dos funcionários de serviços funerários, atrasada desde janeiro, é de R$ 60 mil — Francisco Horta garantiu que tem uma saída. “Temos muitos bens disponíveis para permutas com empresas privadas, que podem ocupá-los com lojas e estacionamentos rotativos, nos garantindo 24% da receita delas”, revelou.
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