terça-feira, 27 de outubro de 2015

PRAÇA COM O NOME DE VLADIMIR HERZOG É REINAUGURADA NO CENTRO DE SÃO PAULO.


Viúva do jornalista morto há 40 anos participou da cerimônia. 
Praça ganhou painel feito pelo artista Elifas Andreato.


Do G1 São Paulo
Clarice Herzog vê obra do artista Elifas Andreato que homenageia Vladimir Herzog  (Foto: Roney Domingos/G1)Clarice Herzog vê obra do artista Elifas Andreato que homenageia Vladimir Herzog (Foto: Roney Domingos/G1)
Foi reinaugurada nesta segunda-feira (26) a praça Vladimir Herzog, localizada na Rua Santo Antônio ao lado do prédio da Câmara Municipal de Sao Paulo, na Bela Vista, como parte da semana que lembra os 40 anos da morte do jornalista durante a ditadura militar.
A viúva do jornalista, Clarice Herzog, e o filho dele, Ivo Herzog, participaram da reinauguração da praça. O local ganhou um mosaico baseado em uma pintura do artista plástico Elifas Andreato. O mosaico foi feito com ajuda de 20 criancas coordenadas por Elifas. No futuro, a praça deverá ganhar também uma estátua do jornalista.
"É uma grande alegria poder contar com os jovens que participaram do processo de criar e montar esse mosaico e ao mesmo tempo conhecer a história tão triste e dramática que acabou abrindo os horizontes para as lutas democráticas poderem avançar. É um orgulho fazer parte dessa história e sobretudo fazer parte dessa geração que é vitoriosa. A democracia não é como a gente gostaria que fosse mais avançamos muito", disse Elifas.

"Acho que estamos marcando e seria  interessante marcar pela cidade toda essas marcas da ditadura para ninguém esquecer. Você olha para a obrs e percebe que ela fala por si só, para que isso não volte a acontecer. Hoje,  nova geração, e mesmo a  geração mais antiga,  que não conseguiram entender o que aconteceu podem começar a questionar entender", disse Clarice Herzog.
Ato ecumênico
Um ato ecumênico reuniu centenas de pessoas na Catedral da Sé, na região central de São Paulo, neste domingo (25) para lembrar o aniversário de 40 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, morto em uma prisão do regime militar. O ato contou com a celebração de um padre e um rabino e teve a presença da famíliae amigos de Herzog.
A viúva do jornalista, Clarice Herzog, reclamou que até hoje, quatro décadas depois, o Exército brasileiro não esclareceu as circunstâncias da morte de Vlado, como era conhecido. Ele morreu em uma cela do DOI-Codi em São Paulo, em 25 de outubro de 1975, enforcado. Na época, o regime militar tentou argumentar que Herzog tinha se suicidado.
"Não houve punição. Os torturadores seguem trabalhando para o governo com os impostos que eu pago. Uma coisa que o nosso Exército atual deveria ter a coragem e honradez de declarar quem fez isso", disse Clarice.
Clarice Herzog, viúva de Vlado, acompanha o ato ecumênico na Sé ao lado de Eduardo Suplicy (Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)Clarice Herzog, viúva de Vlado, acompanha o ato ecumênico na Sé ao lado de Eduardo Suplicy (Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)
Ivo Herzog, filho do jornalista, lembrou que a tortura ainda acontece no Brasil. "A polícia militar é a que mais mata no mundo e nada acontece com ela. Pelo menos hoje em dia se pode denunciar", afirmou à rádio CBN.
No ato ecumênico, muitas pessoas entraram na Catedral da Sé cantando a música "Para não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré, considerado um hino de resistância à ditadura militar.
A morte de Vladimir Herzog
O ato deste domingo lembrou também que há 40 anos, milhares de brasileiros ocupavam a Praça de Sé, em São Paulo, em uma manifestação silenciosa contra o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, morto em uma prisão do regime militar, disfarçada de suicídio.
"Em termos de repercussão pública, foi o primeiro ato contra a ditadura após 1968. A morte de Vladimir e a reação que ela desencadeou é um marco decisivo no processo de redemocratização do país", explicou Cícero Araújo, historiador e professor da Universidade de São Paulo (USP) à agência EFE.
Considerado um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, Herzog deu nome a um parque e a um importante prêmio de imprensa e de direitos humanos no Brasil. Ele foi assassinado em 25 de outubro de 1975 após se apresentar voluntariamente ao Centro de Operações de Defesa Interna, um órgão militar da ditadura.
Sem antecedentes criminais e funcionário público na época, diretor da estatal TV Cultura, 'Vlado', como era chamado por seus amigos e colegas, era acusado de militar no Partido Comunista Brasileiro (PCB), que funcionava então na clandestinidade.
"O aparelho repressivo tinha sido montado sob a justificativa de que existia uma guerrilha de luta armada. Mas em 1974 os grupos de luta armada tinham sido liquidados, e o aparelho repressivo começou a seguir supostos militantes do PCB", contou o historiador.
Após ser procurado duas vezes pelas autoridades, uma em sua casa e a outra na emissora, Herzog, que nasceu na antiga Iugoslávia e chegou criança ao Brasil, optou por se apresentar voluntariamente DOI-CODI, pensando que seria liberado após prestar depoimento.
Seu antigo companheiro de trabalho e atual diretor do Instituto Vladimir Herzog, Nemécio Nogueira, vê a morte do jornalista como "um acidente de trabalho dos militares, que não tinham motivos" para matá-lo.
Documentário fala do jornalista Vladimir Herzog que foi torturado e morto durante a ditadura (Foto: Divulgação)Vladimir Herzog foi torturado e morto durante a
ditadura (Foto: Divulgação)
Para Nogueira, os militares "por incompetência exageraram na maldade" quando o torturaram e não pensaram que Herzog morreria.
O também jornalista e amigo pessoal Sergio Gomes lembrou que "ninguém ocupava o cargo de diretor da TV Cultura sem o aval do secretário de Cultura, que por sua vez não designava ninguém sem consultar antes aos órgãos de informação do regime".
Para o historiador Araújo, a morte refletiu o total descontrole do aparelho repressivo do regime e o erro despertou milhares de pessoas, que nos dias posteriores se reuniram na Praça de Sé para expressar sua indignação pela morte injustificada do jornalista, que se transformou em símbolo da luta pela liberdade.
Para conter a pacífica manifestação popular, os militares organizaram uma grande operação, fecharam as ruas nos arredores da praça e detiveram pessoas pelo caminho, mas mesmo assim milhares conseguiram chegar ao marco zero de São Paulo.
"De uma certa forma, o ato na Praça de Sé foi um desabafo, um alívio que uniu todos os setores da sociedade identificados com o enfrentamento contra a intimidação e a violência", destacou o acadêmico.
Esse desabafo, explicou o biógrafo de Herzog e presidente do Sindicato dos Jornalistas na época, Audálio Dantas, foi decisivo para impulsionar uma reação de consciência nacional frente aos crimes da ditadura e que culminou com o movimento "Diretas Já", que exigia eleições diretas e democráticas à presidência.
"Antes as manifestações eram isoladas, só depois dessas (por Herzog) começaram a alcançar um espectro maior da sociedade. Não tenho dúvidas que o movimento das eleições diretas não veio por acaso e tem sua origem no caso 'Vlado'", finalizou Dantas.

Um comentário:

Portuguesito disse...

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