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quarta-feira, 13 de junho de 2012

13 DE JUNHO,UMA DATA HISTÓRICA CADA VEZ MAIS ESQUECIDA EM CORUMBÁ.










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Nas escolas, pouco ou nada se discute nas salas de aulas – a data ignorada, para os alunos, é mais um feriado como outro qualquer. A praça onde se deu a batalha final, a República, continua abandonada, descaracterizada, sem nenhum símbolo que lembre o feito. Agora, decide-se não realizar nenhuma celebração no dia histórico, verdadeiro desrespeito à memória e à cultura.
O 13 de Junho de 1867, quando se deu a retomada de Corumbá, invadida por Solano López durante a Guerra do Paraguai, pela primeira vez não é festejada. A cerimônia, que ocorria na Praça da Independência (foto), onde fica a estátua do herói Antônio Maria Coelho, ficou para o dia 15, sexta-feira, integrando a programação em comemoração aos 66 anos da 18ª Brigada de Infantaria Ricardo Franco. 
São 145 anos de história que estão se perdendo, independente das versões que se tem do segundo mais cruel conflito do continente americano depois da Guerra da Secessão (1861-1865) nos Estados Unidos. O município não incentiva pesquisas ou redações entre os meios acadêmicos e estudantis; não há projetos de resgate e recuperação do acervo. A população desconhece sua própria história! 
A batalha 
A retomada de Corumbá é considerada “página brilhante escrita pelas nossas armas nas lutas da Guerra da Tríplice Aliança”, segundo a versão oficial. O presidente da Província, Couto de Magalhães, decidiu organizar três corpos de tropa para recuperar a vila, há quase dois anos mãos do inimigo. 
O primeiro corpo partiu de Cuiabá a 15 de maio de 1867, sob as ordens do tenente coronel Antônio Maria Coelho, levado pelos vapores "Antônio João", "Alfa", "Jaurú" e "Corumbá" até o lugar denominado Alegre. Dali em diante seguiria sozinha, através dos pantanais, em canoas, utilizando o Paraguai -Mirim, braço do rio Paraguai que sai abaixo de Ladário e que era confundido com uma "boca de baía". 
Desconfiado de que os inimigos poderiam pressentir a presença dos brasileiros na área, Antônio Maria resolveu, com seus oficiais, desfechar o golpe com o uso exclusivo da tropa que comandava, de apenas 400 homens, e lançou a ofensiva de surpresa. E com esse estratagema e muita luta corpo a corpo, consegue a recuperação do território. 
Maria Coelho contou com o auxílio, inclusive, de duas mulheres que o acompanhavam desde Cuiabá e que atravessaram trincheiras paraguaias a golpes de baionetas. As tropas brasileiras perderam ao todo nove homens, dentre os quais, o tenente Manoel de Pinho e o capitão Cunha da Cruz, nome da ladeira onde se deu o desfecho da ação militar..fonte:capitaldopantanal/camocim belo mar blog

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