quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

'DEIXOU MINHA VIDA DE CABEÇA PARA BAIXO', DIZ MILITAR SOBRE MORTE DO FILHO.


Militar teve prisão revogada, mas é apontado como suspeito de homicídio.
Ele foi envenenado junto com filho de 9 anos, que morreu, e acusa mulher.

Do G1 CE/CBM
O subtenente do Exército Francilewdo Bezerra Severino, que teve a prisão revogada nesta quarta-feira (3), negou ter participação na morte do filho de 9 anos, que ingeriu veneno para rato. "Nego, não teria coragem de tirar a vida do meu filho, não é à toa que eu tatuei o nome dele no meu braço. Não seria nesse momento que eu iria atentar contra a vida dele nem contra a minha". O militar concedeu entrevista em primeira mão à TV Diário, do Sistema Verdes Mares.
O inquérito da Polícia Civil aponta Francilewdo Bezerra como o suspeito de matar o filho, tentado matar a mulher e em seguida ingerir veneno para cometer suicídio. Ele ficou em coma durante uma semana e negou, em depoimento à polícia, participação no crime.
"Eu passei vários dias achando que tinha uma infecção muito forte. Até o dia que me disseram que eu tinha sido envenenado, que meu filho tinha falecido e que era eu o principal suspeito. Isso deixou minha vida de cabeça pra baixo. Eu nunca tive a minha vida exposta como eu tive dessa vez. Eu sempre fui uma pessoa muito discreta, nunca gostei de aparecer. Ver que minha vida foi exposta de forma nacional e me deixou muito nervoso. Minha condição tinha melhorado bastante até eu receber a notícia. Essa condição que tinha melhorado retraiu", relata o militar.
Ele aponta a mulher Cristiane Renata Coelho como autora do crime. "Quero que a Justiça seja feita, que ele seja presa. Ela não pode ficar impune pelo que ela fez", diz. O G1 tentou entrar em contato com Cristiane Renata e a advogada dela durante a noite de quarta-feira, mas as ligações não foram atendidas.

Francilewdo conta que não se lembra de tudo o que ocorreu na noite do crime, em 11 de novembro, mas afirma que apenas ele, a mulher e os dois filhos estavam na residência. "Até o momento que eu me lembro que eu estava lúcido, estava nós quatro. Duas crianças não fariam isso. Só teria uma pessoa a fazer. Eu não fui, porque eu estava envenenado. Eu tenho a total certeza de que jamais atentaria contra a vida do meu filho. São duas coisas que eu tenho que são os meus dois filhos."
Na noite de quarta-feira ele comemorou a revogação de sua prisão. "Você tem muita alegria porque apesar dos guardas aqui fazendo a segurança, eles nunca me trataram como prisioneiro, mas você se sente privado daquilo que você quer fazer, andar e tal. Me senti muito feliz porque a Justiça está entendendo que eu sou inocente. Eu não fiz nada contra meu filho, nem contra minha família, muito menos contra a minha ex-esposa."
O caso
Segundo depoimento de Cristiane Renata Coelho Severino à polícia, o marido obrigou que ela e o filho ingerissem tranquilizantes com objetivo de matá-los e em seguida tentou suicídio com remédios. Diferentemente do que a mulher contou à polícia, o laudo da perícia mostrou que tanto a criança quanto o subtenente foram envenenados com um veneno usado para matar ratos, popularmente conhecido como "chumbinho".
Na sexta-feira (28), o subtenente Francilewdo prestou depoimento formal durante quatro horas ao delegado Wilder Brito. O militar negou que tenha matado o filho e tentado assassinar a mulher. "Uma coisa é negar por negar. Ele negou, disse que não matou e apresentou argumentos que dão condições de investigação", afirmou o delegado. "Se necessário, faremos uma acareação entre o subtenente e a mulher para que as dúvidas que ainda possam permanecer sejam esclarecidas", explica o delegado.
Segundo o delegado, ao ser perguntado se havia alguém que se beneficiaria com a sua morte, o subtenente apontou a mulher como beneficiária direta. "Ele disse que além dos soldos, ela receberia um seguro do Exército que hoje está em torno de R$ 153 mil e ainda um outro seguro em nome do filho", diz. O delegado disse, ainda, que o casal passava por problemas no casamento "mas nada que justificasse tentativa de asssassinato", diz.
Mensagem em rede social
No perfil do militar no Facebook, foi deixada no dia do crime uma mensagem, apagada posteriormente, que dizia: "Té vendo essa mulher linda me pediu o divórcio. (...) Temos 2 filhos especiais vou levar um comigo obriguei ela a beber vinho com seus tranquilizantes p dormir e n vê o q vou fazer (sic)", disse. Em seguida, o subtenente pede perdão por matar o próprio filho. "Me perdoem família mas a carga ta grande demas e n aguento mais sfrer calado vendo essa mulher se anular a 10 ans (sic)".https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2556864432713944326#editor/target=post;postID=7964078173930025593

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