GREVES
Manifestação no Papicu teve dois trabalhadores feridos. Já no Pecém, foi contabilizado prejuízo de R$ 25 milhões
Grevistas e policiais militares entraram em confronto, na manhã de ontem, na Capital e Região Metropolitana (RMF). O protesto, no Porto do Pecém, dos trabalhadores que atuam na construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) gerou prejuízos, e 65 manifestantes acabaram detidos. No Papicu, a manifestação dos trabalhadores da construção civil acabou em confronto com policiais nas proximidades do Shopping RioMar.
Na manifestação do Pecém, que começou por volta de 8h e se encerrou somente às 11h, segundo a Polícia Militar (PM), três carros da CSP foram queimados e mais de dez veículos foram depredados, inclusive um carro autobomba-tanque (de maior porte) do Corpo de Bombeiros, causando um prejuízo de R$ 25 milhões. Dois militares do Corpo de Bombeiros e um policial do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) ficaram feridos.
Segundo a PM, os manifestantes tentaram invadir a Companhia Siderúrgica do Pecém, e a Polícia precisou intervir, agindo na "legalidade, na razoabilidade e na proporcionalidade", para restabelecer a ordem e manter a segurança.
No Papicu, um manifestante quebrou o braço e outro a perna. Ambos foram encaminhados para o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), segundo a Polícia. Um dos manifestantes foi detido durante o protesto, mas, após negociação, foi liberado no local.
Travadas
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem do Estado do Ceará (Sintepav-CE), Raimundo Nonato Gomes, as negociações travaram há 20 dias. "Estamos tentando de tudo. Abrimos um oficio no Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE). Mas, ainda ão tivemos resultados", explicou.









