
A necessidade de construir novas estradas ou mesmo recuperar as já existentes, apesar das precariedades, terá mais dificuldades
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Os recursos federais são reclamados até para a continuidade de programas iniciados pelo Ministério da Saúde, como a manutenção dos Caps
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Fortaleza. Os prefeitos não deverão aguardar a Quarta-Feira de Cinzas para o choque de realidade com as finanças. O agravamento da situação do caixa, que não aconteceu de um mês para outro, já dá sinais, neste mês, do sacrifício que as gestões terão até o fim deste ano.
As dificuldades financeiras deverão atingir não apenas a infraestrutura, mas investimentos em estradas, como a própria manutenção de equipamentos e serviços municipais.
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) tem uma queda prevista de 9,43% para fevereiro. Apesar de ter havido um crescimento de 1,72% no mês de janeiro, já se verifica um declínio acumulado de 1,64% nos dois primeiros meses deste ano.
Para o economista José Irineu de Carvalho, que presta assessoria técnica para a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), os números despontam para perdas nas transferências até o fim do ano, considerando um crescimento entre 3 e 5% a partir de março até dezembro, enquanto que a inflação para o período é estimada acima de 7% em 2015.
Dependência
A má notícia decorre do fato de que os governos municipais são extremamente dependentes de transferências da União e dos Estados. No Ceará, quase 90% das receitas dos municípios do Interior são provenientes das transferências. Dessas, uma boa parte (mais de 30%, no Interior) é proveniente do FPM.