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sexta-feira, 6 de abril de 2012

EXPEDIÇÃO RUSSO-UCRANIANA SOME NA 'ANTÁRTICA APÓS REPORTAR VENTOS FORTES'.



Veleiro Scorpius parou de se comunicar com base perto da Ilha Decepção.
Capitão relatou temor de atingir iceberg, diz porta-voz do projeto.

Da AFP
Uma tripulação russo-ucraniana que começou a velejar em setembro em uma expedição histórica nos pólos sul e norte desapareceu na Antártica esta sexta-feira (6), após se deparar com fortes ventos.
Uma porta-voz da tripulação de oito pessoas a bordo do veleiro Scorpius, de 29 metros, informou que a equipe fez o último contato por rádio na segunda-feira (2) à noite, quando se preparava para uma nova etapa perigosa de sua viagem pelas Shetlands do Sul.
A última postagem do site da missão informou que o Scorpius encontrou ventos fortes a caminho da Ilha Decepção, um local conhecido entre aventureiros por seu vulcão em permanente atividade.
O barco Scorpius, em foto de arquivo (Foto: AFP/www.nizovtsev.net)O barco Scorpius, em foto de arquivo (Foto: AFP/www.nizovtsev.net)
A equipe tinha acabado de visitar a base de pesquisas Akademik Vernadsky, administrada pelaUcrânia, e viajava de volta à estação russa Bellingshausen.
"Ventos fortes soprando durante todo o dia", escreveu a tripulação no diário baseado no site.
"Tentar entrar na baía, que é pontuada por rochas submarinas e baixios com os ventos soprando desta forma, é muito perigoso", explicou a tripulação.
A porta-voz da expedição, Anna Subbotina, disse que o capitão disse a ela na segunda-feira (2), por volta das 20h de Brasília, que o Scorpius navegou cerca de 50 km em mar aberto, procedente da estação ucraniana porque havia muito gelo cobrindo o entorno da baía.
"Seria uma forma sutil de dizer que estamos muito, muito preocupados", disse Subbotina.
Ela acrescentou que o capitão tinha prometido anteriormente fazer contato a cada dois dias porque esta parte do Atlântico tinha noites particularmente escuras nesta época do ano e que a área ficou subitamente coberta de gelo.
"O capitão disse que estava particularmente temeroso de atingir um iceberg", acrescentou Subbotina.
"Eu sei que esta é uma tripulação muito forte, que se recusa a pressionar o botão SOS a menos que esteja pronta a desistir. Espero que seja por isso que não tivemos notícias deles", concluiu.fonte da AFP/camocim belo mar blog

AVIÃO MILITAR CAI SOBRE PRÉDIO DE APARTAMENTO NOS EUA.



Tripulantes do caça se ejetaram e foram hospitalizados na Virgínia.
Não há informação sobre vítimas ou desaparecidos em solo.

 agências internacional
Um avião caça F-18 da Marinha dos EUA bateu em um prédio de apartamentos próximo a Virginia Beach, no estado daVirgínia, nesta sexta-feira (6), segundo a imprensa local.
Os dois militares que estavam a bordo conseguiram se ejetar, e não há relatos de vítimas em solo nem de pessoas desaparecidas.
"Sabemos que um F-18 do Esquadrão Strike Fighter 106 caiu em Virginia Beach. Os dois pilotos ejetaram-se, mais informações em breve", podia ser lido na conta oficial de tweet @USNavy
Os dois tripulantes foram hospitalizados, mas não correm risco de morrer, segundo os bombeiros.
Porta-vozes do Hospital Sentara Virginia Beach afirmaram que os dois pilotos estão sendo atendidos na região de emergências. "Uma pessoa foi atendida devido à inalação de fumaça", disse Sharon Hoggard à France Presse.
Uma testemunha disse à CNN que o avião foi esvaziado do combustível antes de cair, de nariz para cima.
Destroços do avião vistos logo após a queda nesta sexta-feira (6) em Virginia Beach (Foto: AP)Destroços do avião vistos logo após a queda nesta sexta-feira (6) em Virginia Beach (Foto: AP)
Duas fortes explosões ocorreram após a queda, e os moradores do local, que é bastante povoado, fugiram.
Vários veículos de emergência se dirigiram para o local, que está em situação caótica, segundo a imprensa local.
mapa acidente aviao virginia (Foto: arte g1)
Bombeiros tentavam apagar focos de incêndio.
Pelo menos cinco edifícios teriam sido atingidos.
Testemunhas
"Os edifícios começaram a cair", disse Zack Zapatero à CNN.

"Não vi ninguém correndo para fora, mas escutei que havia idosos que viviam nesses edifícios e isso me preocupa", completou.
"Havia chamas saindo da parte de trás da aeronave, do motor. Vi um piloto se ejetar", disse Jon Swain à MSNBC.

"Acho que havia dois, mas só vi um deles. Provavelmente cinco segundos mais tarde, a aeronave chocou-se contra o prédio. Tudo ficou em chamas", disse.

"Algumas pessoas saíram correndo do prédio."fonte Agência internacional de noticia/camocim belo mar blog

MAIS UMA MULHER É VÍTIMA DO GOLPE DO BALUDO EM CAMOCIM.AGORA QUEM CAIO FOI UMA COMERCIANTE DE CHAVAL.



Mais uma mulher foi vítima do golpe do Baludo na cidade de Camocim na manhã de quinta-feira (05). Há exatamente 10 dias (26/03) uma idosa foi vítima do mesmo golpeno centro da cidade.
Desta vez a vítima foi a comercianteVera Lúcia Batista, 50 anos, natural e residente em Chaval-Ce, a qual tinha acabado de sacara R$ 2.000,00 no banco do Bradesco. Conforme relato da mesma, dois indivíduos, sendo um baixo magro e o outro alto, alvo e forte, aparentando ter 55 anos os dois, usaram como artifício a perda do CPF e a vitima inocentemente juntou o documento e entregou a um deles.

Com uma encenação quase perfeita, os dois homens agradeceram bastante e prometeram gratificá-la e a levaram até a Rua Engenheiro  Privat. Já próximo o antigo Cine João Veras, os indivíduos mandaram a vítima ir a casa onde a mãe de um deles moravam e lhe dissesse que a entregasse a quantia de R$ 200,00. Ingenuamente a mulher foi e ainda deixou sua bolsa com os elementos. Quando chegou à casa e percebeu que tinha sido enganada, entrou em desespero e não mais encontrou os larápios.

Os bandidos fugiram levando bolsa da comerciante, onde continha seus documentos pessoais: identidade, CPF, cartão de crédito, cartão cidadão e a quantia de R$ 2.000,00 (dois) mil reais em espécie. 

A vítima ficou tão atônita que só foi comunicar o fato à polícia cerca de 30 minutos depois, tempo suficiente para os bandidos saírem da cidade. Mesmo assim, os policiais da FTA Motos, FTA e Ronda fizeram diligências por toda a cidade mais não conseguiram lograr êxito. Pelas imagens das câmeras do circuito interno do Banco, a polícia suspeita se tratar dos mesmos elementos que aplicaram o mesmo golpe em uma idosa há 10 dias.

Entenda o golpe do baludo.

Segundo o Major Assis Azevedo, comandante da 3ª CIA/3°BPM, na prática, os criminosos fazem a vítima acreditar que vai ganhar algo (geralmente uma quantia em dinheiro) por ter devolvido algum bem valioso, como uma carteira ou um documento, mas na verdade acabam roubando a própria vítima.

fonte CAMOCIM POLÍCIA 24hs/camocim belo mar blog

POLÍCIA RODOVIÁRIA DO CE REGISTRA 18 ACIDENTES E UMA MORTE EM RODOVIAS.



Balanço é das 7h da quinta-feira (5) às 7h desta sexta-feira (6).
Acidente com vítima foi registrado na CE 375, no município de Iguatu.

Do G1 CE
Comente agora
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) registou 18 acidentes nas rodovias estaduais das 7h da quinta-feira (5) até 7h desta sexta-feira (6). De acordo com a polícia, houve uma morte e 22 pessoas ficaram feridas. No primeiro da operação Semana Santa, das 18 ocorrências nas estradas, nove envolveram motos.
O acidente mais grave foi registrado no km 23 da CE 375, no município de Iguatu. Às 13h, da quinta-feira (6), um carro e uma moto colidiram e o motociclista de 66 anos morreu. Segundo a PRE, a vítima não usava capacete e não tinha carteira de habilitação. Ainda de acordo com a polícia, um homem foi preso por desobediência à Lei Seca, em Paracuru.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO.



1. "Ser Filho de Deus... A grande Blasfêmia"(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Todas as ações de Jesus a favor do bem das pessoas, incomodava os Judeus, afinal ele brilhava mais do que os Doutores da LEI, Escribas e Fariseus, porque ensinava com autoridade então, qualquer ação de Jesus era motivo para tentar condená-lo. A preocupação constante das lideranças religiosas era realmente fazer Jesus calar a boca, entretanto, havia algo que fazia toda aquela fúria dobrar-se... Era quando Jesus se fazia Deus assumindo diante deles a sua Filiação Divina.
Naquelas cabeças duras e corações insensíveis, a idéia de um Deus feito homem, de um Deus entranhado na carne humana, era algo inconcebível, uma grande blasfêmia! Hoje, pelo modo com que o Ser humano é tratado, despojado de sua dignidade, violentado em seus direitos, massacrado e humilhado em sua dor e sofrimento, podemos dizer que, o homem não acredita que o seu irmão é Filho de Deus, não consegue crer em uma dignidade tão grande.
As obras que Jesus realizava eram incontestáveis, seu posicionamento a favor da vida, dos mais pequenos e dos miseráveis, dos impuros e excluídos, o fazia desprezível diante das lideranças religiosas que tinham no coração e na mente um outro Deus, uma outra verdade. e não queriam, trocar isso por nada desse mundo.
A religião do comodismo continua ainda hoje a ser uma grande tentação, quando nos deparamos com algum profeta corajoso e ousado que questiona a religião e o sentido de se viver na Fé, mexendo com as nossas estruturas espirituais e eclesiais, trememos na base e damos um jeitinho de fazê-lo calar a boca. A pregação de Jesus questionava e os fazia pensar e eles queriam uma pregação que anunciasse um messianismo glorioso e vencedor. Eles bem que tentaram acabar com Jesus ali mesmo, mas uma vez mais Jesus se retira imune para o deserto onde tudo havia começado com o Batismo e a pregação de João.
Nesta quaresma devemos também buscar o deserto onde Deus nos fala ao coração apontando-nos a missão e o caminho a ser seguido. Que nada desvie a nossa atenção e que não tenhamos medo de mudanças, mesmo que estas sejam bem no íntimo de nós...
2. Amor que gera a vida
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Quem conviveu com Jesus foi testemunha de que nele havia uma fonte de vida a jorrar para todos. Com sua morte na cruz, a fonte parecia-lhes extinta. Os poderes deste mundo, religioso e civil, tentaram destruir a sua credibilidade, julgando-o blasfemo e subversivo, e promoveram sua morte.
Contudo, haverá maior ilusão do que esta? Achar que Deus pode ser morto?! É o próprio Jesus, e seu Espírito, que iluminarão a comunidade: o dom e a participação na vida eterna de Deus não estão na continuidade temporal, mas na permanência na existência de Deus, na comunhão do Amor que gera a vida.
A vida eterna se manifesta no confronto com a morte. É a vida que teima em resistir e se manifestar em um mundo onde os ambiciosos do poder acumulam riquezas e provocam a exclusão, a pobreza, a miséria, a guerra e a morte.
Oração
Pai, confirma minha condição de discípulo do Reino instaurado por Jesus na história humana, fazendo-me acreditar sempre mais na força da justiça e do amor.
3. O REI ULTRAJADO(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
A paixão revelou a dignidade real de Jesus, embora, tenha havido uma radical contradição entre a interpretação de Jesus e a dos seus inimigos e algozes.
Ao ser interrogado por Pilatos, Jesus respondeu: "Eu sou rei", depois de fazer a autoridade romana concluir, por si mesma: "Tu o dizes!"
A soldadesca insana ultrajou Jesus, servindo-se de mímicas burlescas próprias de uma investidura real: colocaram-lhe uma coroa de espinhos na cabeça, vestiram-no com um manto de púrpura. A seguir, prostraram-se, ironicamente, diante dele, saudando-o como rei dos judeus.
Por ordem de Pilatos, foi preparada uma inscrição, em três línguas, para ser afixada sobre a cabeça de Jesus, indicando a causa da condenação: "Jesus nazareno, rei dos judeus". Alertado a mudar o teor da inscrição, Pilatos apelou para a sua autoridade: "O que escrevi, está escrito". O evangelista observa que muitos judeus leram a inscrição, por ter sido Jesus crucificado perto da cidade.
O Mestre, porém, tinha consciência de que seu Reino não era deste mundo, e estava estruturado de maneira diferente. Fundava-se na fraternidade, na justiça, na partilha, no perdão reconciliador. Os reinos deste mundo não serviam de modelo para Jesus fazer os discípulos entenderem o que se passava com o seu Reino. Por conseguinte, nem Pilatos nem os judeus tinham condições de compreender em que sentido Jesus era rei.
Oração 
Pai, confirma minha condição de discípulo do Reino instaurado por Jesus na história humana, fazendo-me acreditar sempre mais na força da justiça e do amor.FONTE NPDBARASIL/CAMOCIM BELO MAR BLOG

SALMO RESPOSORIAL 30/31.



Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Senhor, eu ponho em vós minha esperança;
que eu não fique envergonhado eternamente!
em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos
e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me vêem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado.
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo
e salvai-me pela vossa compaixão.
Fortalecei os corações, tende coragem,
todos vós que ao Senhor vos confiais!
Segunda Leitura (Hebreus 4,14-16;5,7-9)
Leitura da carta aos Hebreus.
Irmãos, 4 14 temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé.15 Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado.16 Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno.
5 7 Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. 8 Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. 9 E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Aclamação do Evangelho
Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s).

EVANGELHO (João 18,1-19,42)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós. 
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Joâo.
— Glória a vós, Senhor!
Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João. 
N: Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. 2 Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos. 3 Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. 4 Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes:
P: "A quem buscais?"
N: 5 Responderam:
G: ´A Jesus de Nazaré".
N: Jesus respondeu:
P: "Sou eu".
N: Também Judas, o traidor, estava com eles. 6 Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7 Perguntou-lhes ele, pela segunda vez:
P: "A quem buscais?"
N: Disseram:
P: "A Jesus de Nazaré".
N: 8 Replicou Jesus:
P: "Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes".
N: 9 Assim se cumpriu a palavra que disse: "Dos que me deste não perdi nenhum". 10 Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro:
P: "Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?"
N: 12 Então a corte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: "Convém que um só homem morra em lugar do povo". 15 Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém 16 Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. 17 A porteira perguntou a Pedro:
L: "Não és acaso também tu dos discípulos desse homem?"
N: Respondeu Pedro:
L: "Não o sou."
N: 18 Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. 19 O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20 Jesus respondeu-lhe:
P: "Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21 Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei".
N: 22 A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: "É assim que respondes ao sumo sacerdote?" Replicou-lhe Jesus:
P: 23 "Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?"
N: 24 Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás. 25 Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe:
G: "Não és porventura, também tu, dos seus discípulos?"
N: Pedro negou:
L: "Não!"
N: 26 Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha:
L: "Não te vi eu com ele no horto?"
N: 27 Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. 28 Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29 Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou:
L: "Que acusação trazeis contra este homem?"
N: 30 Responderam-lhe:
G: "Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti".
N: 31 Disse, então, Pilatos:
L: "Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei".
N: Responderam-lhe os judeus:
G: "Não nos é permitido matar ninguém".
N: 32 Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer. Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe:
L: "És tu o rei dos judeus?"
N: 34 Jesus respondeu:
P: "Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?"
N: 35 Disse Pilatos:
L: "Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?"
N: 36 Respondeu Jesus:
P: "O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo".
N: 37 Perguntou-lhe então Pilatos:
L: "És, portanto, rei?"
N: Respondeu Jesus:
P: "Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz".
N: 38Disse-lhe Pilatos:
L: "O que é a verdade?"
N: Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes:
L: "Não acho nele crime algum. 39 Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?"
N: 40 Então todos gritaram novamente e disseram:
G: 19 1 "Não! A este não! Mas a Barrabás!"
N: Barrabás era um salteador. Pilatos mandou então flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. 3Aproximavam-se dele e diziam:
G: "Salve, rei dos judeus!"
N: E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu outra vez e disse-lhes:
L: "Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação".
N: 5 Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse:
L: "Eis o homem!"
N: 6 Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram:
G: "Crucifica-o! Crucifica-o!"
N: Falou-lhes Pilatos:
L: "Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma".
N: Responderam-lhe os judeus:
G: 7 "Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus".
N: 8 Estas palavras impressionaram Pilatos. 9 Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus:
L: "De onde és tu?"
N: Mas Jesus não lhe respondeu. 10 Pilatos então lhe disse:
L: "Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?"
N: 11 Respondeu Jesus:
P: "Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior".
N: 12 Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam:
G: "Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador".
N: 13 Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. 14 Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos judeus:
L: "Eis o vosso rei!"
N: 15 Mas eles clamavam:
G: "Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!"
N: Pilatos perguntou-lhes:
L: "Hei de crucificar o vosso rei?"
N: Os sumos sacerdotes responderam:
G: "Não temos outro rei senão César!"
N: 16 Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. Levaram então consigo Jesus. 17 Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. 18 Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: "Jesus de Nazaré, rei dos judeus". 20 Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. 21 Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
G: "Não escrevas: ´Rei dos judeus´, mas sim: ´Este homem disse ser o rei dos judeus´".
N: 22 Respondeu Pilatos:
L: "O que escrevi, escrevi".
N: 23 Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. 24 Disseram, pois, uns aos outros:
G: "Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será".
N: Assim se cumpria a Escritura: "Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica". Isso fizeram os soldados. 25 Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe:
P: "Mulher, eis aí teu filho".
N: 27 Depois disse ao discípulo:
P: "Eis aí tua mãe".
N: E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. 28 Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse:
P: "Tenho sede".
N: 29 Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. 30 Havendo Jesus tomado do vinagre, disse:
P: "Tudo está consumado".
N: Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.
N: 31 Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32 Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. 33 Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, 34 mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. 35 O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. 36 Assim se cumpriu a Escritura: "Nenhum dos seus ossos será quebrado". 37 E diz em outra parte a Escritura: "Olharão para aquele que transpassaram". 38 Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. 39 Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. 40 Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. 41 No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. 42 Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão
Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério, vos consagremos sempre a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.fonte NPDBrasil/camocim belo mar blog

A SANTA MISSA DE HOJE SEXTA FEIRA SANTA.


— São Marcelino
Ocupou um cargo eminente no Império Romano entre os séculos IV e V, tanto que o imperador Honório o enviou para a África, em Cartago, devido a uma confusão com os donatistas, que ensinavam que a eficácia dos sacramentos dependia da santidade dos ministros.

Marcelino se aconselhou com seu amigo, Santo Agostinho, que era bispo de Hipona. E juntos, buscaram o bem comum e a paz para aquela cidade.

O santo de hoje foi mártir. Os donatistas vendo nele um entrave para os interesses pessoais, mandaram assassiná-lo.

Pai de família, São Marcelino é exemplo para quem quer doar-se pela verdade e pela justiça.

São Marcelino, rogai por nós!

SEXTA FEIRA SANTA - PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO - (DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA)
(VERMELHO – OFÍCIO PRÓPRIO)
Publicamos aqui apenas a Liturgia Resumida. Veja Folheto Completo em: Folheto da Sexta Feira Santa - Diocese de Apucarana-PR - Pulsandinho
Antífona da entrada: (Não há Antífona de Entrada. O Presidente da Celebração faz a reverência diante do altar e prostra-se por alguns instantes em silêncio. Em seguida, levanta-se e reza a oração seguinte)
Oração do dia
Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno, possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.
Primeira Leitura (Isaías 52,13-53,12)
Leitura do Livro do Profeta Isaías
52 13 Eis que meu Servo prosperará, crescerá, elevar-se-á, será exaltado.
14 Assim como, à sua vista, muitos ficaram embaraçados - tão desfigurado estava que havia perdido a aparência humana -,
15 assim o admirarão muitos povos: os reis permanecerão mudos diante dele, porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, e observarão um prodígio inaudito.
53 1 Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?
2 Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.
3 Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.
4 Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
5 Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.
6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.
7 Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)
8 Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?
9 Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.
10 Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada.
11 Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades.
12 Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmo responsorial 30/31
Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Senhor, eu ponho em vós minha esperança;
que eu não fique envergonhado eternamente!
em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos
e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me vêem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado.
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo
e salvai-me pela vossa compaixão.
Fortalecei os corações, tende coragem,
todos vós que ao Senhor vos confiais!
Segunda Leitura (Hebreus 4,14-16;5,7-9)
Leitura da carta aos Hebreus.
Irmãos, 4 14 temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé.15 Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado.16 Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno.
5 7 Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. 8 Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. 9 E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Aclamação do Evangelho
Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s).

EVANGELHO (João 18,1-19,42)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós. 
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Joâo.
— Glória a vós, Senhor!
Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João. 
N: Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. 2 Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos. 3 Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. 4 Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes:
P: "A quem buscais?"
N: 5 Responderam:
G: ´A Jesus de Nazaré".
N: Jesus respondeu:
P: "Sou eu".
N: Também Judas, o traidor, estava com eles. 6 Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7 Perguntou-lhes ele, pela segunda vez:
P: "A quem buscais?"
N: Disseram:
P: "A Jesus de Nazaré".
N: 8 Replicou Jesus:
P: "Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes".
N: 9 Assim se cumpriu a palavra que disse: "Dos que me deste não perdi nenhum". 10 Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro:
P: "Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?"
N: 12 Então a corte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: "Convém que um só homem morra em lugar do povo". 15 Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém 16 Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. 17 A porteira perguntou a Pedro:
L: "Não és acaso também tu dos discípulos desse homem?"
N: Respondeu Pedro:
L: "Não o sou."
N: 18 Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. 19 O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20 Jesus respondeu-lhe:
P: "Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21 Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei".
N: 22 A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: "É assim que respondes ao sumo sacerdote?" Replicou-lhe Jesus:
P: 23 "Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?"
N: 24 Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás. 25 Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe:
G: "Não és porventura, também tu, dos seus discípulos?"
N: Pedro negou:
L: "Não!"
N: 26 Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha:
L: "Não te vi eu com ele no horto?"
N: 27 Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. 28 Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29 Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou:
L: "Que acusação trazeis contra este homem?"
N: 30 Responderam-lhe:
G: "Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti".
N: 31 Disse, então, Pilatos:
L: "Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei".
N: Responderam-lhe os judeus:
G: "Não nos é permitido matar ninguém".
N: 32 Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer. Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe:
L: "És tu o rei dos judeus?"
N: 34 Jesus respondeu:
P: "Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?"
N: 35 Disse Pilatos:
L: "Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?"
N: 36 Respondeu Jesus:
P: "O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo".
N: 37 Perguntou-lhe então Pilatos:
L: "És, portanto, rei?"
N: Respondeu Jesus:
P: "Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz".
N: 38Disse-lhe Pilatos:
L: "O que é a verdade?"
N: Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes:
L: "Não acho nele crime algum. 39 Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?"
N: 40 Então todos gritaram novamente e disseram:
G: 19 1 "Não! A este não! Mas a Barrabás!"
N: Barrabás era um salteador. Pilatos mandou então flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. 3Aproximavam-se dele e diziam:
G: "Salve, rei dos judeus!"
N: E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu outra vez e disse-lhes:
L: "Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação".
N: 5 Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse:
L: "Eis o homem!"
N: 6 Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram:
G: "Crucifica-o! Crucifica-o!"
N: Falou-lhes Pilatos:
L: "Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma".
N: Responderam-lhe os judeus:
G: 7 "Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus".
N: 8 Estas palavras impressionaram Pilatos. 9 Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus:
L: "De onde és tu?"
N: Mas Jesus não lhe respondeu. 10 Pilatos então lhe disse:
L: "Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?"
N: 11 Respondeu Jesus:
P: "Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior".
N: 12 Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam:
G: "Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador".
N: 13 Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. 14 Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos judeus:
L: "Eis o vosso rei!"
N: 15 Mas eles clamavam:
G: "Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!"
N: Pilatos perguntou-lhes:
L: "Hei de crucificar o vosso rei?"
N: Os sumos sacerdotes responderam:
G: "Não temos outro rei senão César!"
N: 16 Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. Levaram então consigo Jesus. 17 Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. 18 Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: "Jesus de Nazaré, rei dos judeus". 20 Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. 21 Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
G: "Não escrevas: ´Rei dos judeus´, mas sim: ´Este homem disse ser o rei dos judeus´".
N: 22 Respondeu Pilatos:
L: "O que escrevi, escrevi".
N: 23 Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. 24 Disseram, pois, uns aos outros:
G: "Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será".
N: Assim se cumpria a Escritura: "Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica". Isso fizeram os soldados. 25 Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe:
P: "Mulher, eis aí teu filho".
N: 27 Depois disse ao discípulo:
P: "Eis aí tua mãe".
N: E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. 28 Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse:
P: "Tenho sede".
N: 29 Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. 30 Havendo Jesus tomado do vinagre, disse:
P: "Tudo está consumado".
N: Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.
N: 31 Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32 Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. 33 Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, 34 mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. 35 O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. 36 Assim se cumpriu a Escritura: "Nenhum dos seus ossos será quebrado". 37 E diz em outra parte a Escritura: "Olharão para aquele que transpassaram". 38 Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. 39 Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. 40 Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. 41 No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. 42 Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão
Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério, vos consagremos sempre a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.fonte NPDBrasil/camocim belo mar blog