
Cresceu muito a demanda por carros-pipa, mas não se fala em lucro
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Além de definir a profundidade das fendas, o técnico em Agropecuária, Rivaldo Leite, 56, conhecido como "Seu Menino", que é radiestesista, ainda dá o diagnóstico da qualidade da água
FOTO: ALEX PIMENTEL
Iguatu Três anos seguidos de chuva abaixo da média com risco de prolongamento na atual quadra invernosa, no sertão cearense, traz prejuízos enormes para a economia agrícola, gerando empobrecimento no campo. Entretanto, a seca também traz bons lucros para empresas de perfuração de poços profundos e proprietários de caminhões-pipa. A demanda por esses serviços vêm crescendo de forma intensa e deve permanecer ascendente ao longo do ano.
Historicamente, sempre houve quem ganhasse com a estiagem no sertão cearense. Durante décadas, era comum o uso da expressão "a indústria da seca". No passado, fornecedores de grãos de péssima qualidade, apontadores de grupos de trabalhadores, alistamentos fantasmas de agricultores, líderes políticos locais obtinham ganhos eleitorais e materiais. As ações de enfrentamento à seca mudaram a partir do fim dos anos de 1980, eliminando as tradicionais frentes de serviço.
No contexto atual, empresas de construção civil e prestadoras de serviços para o Estado e para particulares lucram com o aumento da demanda por instalação de sistemas simplificados de abastecimento de água, perfuração de poços, instalação de rede de energia elétrica, venda de materiais elétricos, e hidráulicos.
Os exemplos são múltiplos, mas sobressaem-se duas atividades: a locação de carros-pipa e a perfuração de poços profundos. A demanda por busca de água subterrânea aumentou significativamente. Estima-se que, antes de 2010, havia dez empresas especializadas atuando no Ceará. Hoje são cerca de 30.